Sobre comunicação

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O investimento em desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias de hoje dita as tendências dos próximos anos.

A ideia é entendermos sobre as tecnologias já disponíveis, tecnologias em desenvolvimento e refletirmos sobre possíveis reflexos disso na comunicação e nas relações entre pessoas e marcas. Pensando que o que é novidade atualmente tende a ser algo massificado amanhã, exigindo que as empresas acompanhem essa evolução para se manterem competitivas. Afinal, tecnologias como internet, celular, chamada de vídeo, eram coisas de filmes futuristas não faz tanto tempo.

Hoje a quantidade de dados que nós mesmos disponibilizamos é imensa, sem contar nos dados que nem sempre estamos cientes de estar compartilhando. Já é comum permitirmos acesso á nossa localização, microfone, histórico de mensagens e ligações, os sites que acessamos, os produtos que buscamos, histórico de compras, percentual de gastos, entre outros.

Além dos dados já disponibilizados, eles podem ser cruzados para gerarem novas informações, um exemplo simples é o nosso histórico de movimentação, se faço o mesmo caminho nos mesmos horários durante a semana, talvez não seja tão difícil deduzir onde moro e onde trabalho.

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Todos esses dados e informações são utilizados por algumas empresas para criar uma forma de “perfil”. Por meio do aprendizado de máquina é possível analisar grande volumes de dados e reconhecer padrões antes inacessíveis. A partir do momento em que existe o acesso a inúmeros perfis, começa a ficar mais fácil prever algum tipo de comportamento, se você gostou de x então existe 80% de probabilidade de você gostar de Y, soa familiar?

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É possível prever outros tipos de comportamento ou até manipulá-los. Talvez, pelo seu perfil identificar quando você estaria mais aberto a realizar alguma ação específica. O que seus dados dizem sobre você? Esta API do Watson (disponível a qualquer pessoa ou empresa) realiza uma análise do seu perfil psicológico a partir do seu feed do Facebook, conta do Twitter ou texto que tenha escrito:

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Para os próximos anos, todos dados gerados poderão ser mensurados e analisados, textos que escrevemos, expressões faciais, e dados sobre nossa saúde por meio de equipamentos de uso rotineiro. Com serviços digitais cada vez mais individualizados, começam a surgir novas oportunidades, como por exemplo a possibilidade de identificar o padrão de aprendizagem de cada pessoa e personalizar o ensino. Imagine este tipo de recurso aplicado para otimizar a comunicação em vendas.

É uma questão de privacidade contra personalização: Quanto mais nos aproximamos de um cenário onde tudo é automaticamente personalizado, menos privacidade temos, a privacidade hoje é mera ilusão, mas isto não é necessariamente negativo.

Está se tornando comum contarmos com assistentes pessoais, seja em nossos celulares ou mesmo em casa, como é o caso da Alexa. Estes dispositivos, ativados por voz, podem além de controlar a temperatura, iluminação e música da sua casa, se conectar a aplicações como serviços de compras, alimentação, transporte, entre outros. Desta maneira, esses assistentes pessoais passam a se tornar verdadeiros hubs de produtos e serviços.

Além dos assistentes pessoais, existem outras formas de interação que não necessariamente usam telas, como os exemplos do Myo (bracelete de controle gestual) ou do Emotiv (um leitor de atividade cerebral), neste cenário o próprio ambiente passa a se tornar a interface (conceito de ZERO UI), abrindo novas possibilidades e criando novos desafios para empresas de comunicação e design.

Experiências imersivas

Existem tecnologias (já lançadas e em desenvolvimento) que trazem a possibilidade de novas interações. Uma delas é a possibilidade do feedback tátil através de tecnologia haptic, que vai desde a sensação tátil da densidade de tecidos e do toque do lápis com o papel:

Até emissores sonoros que emulam a sensação tátil sem o usuário necessariamente tocar em alguma coisa:

Imagine uma pessoa passando pela experiência de tocar um produto de uma loja virtual em sua própria casa, ou um designer modelando um objeto em 3D e ter uma sensação tátil da sua criação antes mesmo do objeto ser fabricado, não estamos tão longe destas realidades.

O VR tem se popularizado bastante ultimamente, se tornando cada vez mais acessível, além disto o próprio investimento realizado pelo Facebookdemonstra que o uso desta tecnologia tende a se tornar ainda mais comum.

Além disto, existem outras iniciativas que estão quebrando novas barreiras, como é o caso da Magic Leap, empresa que recentemente levantou USD 502 milhões em investimento (Google está entre seus investidores), esta empresa tem como objetivo substituir as telas que conhecemos com um conceito chamado de realidade mista.

A realidade mista não representa apenas layers de objetos 3D em cima do output de uma câmera, neste conceito as projeções reconhecem e respeitam os limites físicos do ambiente e também podem ser vistas de diferentes ângulos conforme o observador se move.

Seguem alguns vídeos reais (não conceituais) do que eles terão para oferecer:

Acreditamos que tudo isso representa novos meios para transmitir uma mensagem, com novos apelos sensoriais, criando situações mais estimulantes e imersivas.